Voa bem alto, Jorge. Traz uma estrela pra mim.
Ouvindo o África Brasil, relembrei dessa música que sempre foi muito visual pra mim. Resolvi aproveitar o argumento da música e testar algumas linguagens de câmera e uns caminhos de direção de arte com produção de objetos dentro da IA generativa.

FUTUROS CARNAVAIS

Futuros Carnavais é um filme criado com IA que investiga como a memória dos carnavais do passado constrói o carnaval do futuro. Um personagem solitário atravessa diferentes manifestações, da La Ursa de Pernambuco às ruas de Salvador, passando pelo frevo, samba, Bumba Meu Boi e samba-reggae, em um espaço que mistura referências de centros históricos brasileiros, como a expectativa de quem percorre o caminho do carnaval que está por vir.
Entre ruas vazias e fragmentos de festa, o filme propõe a tradição como um arquivo vivo, algo que se transforma sem perder a alma. A solidão do personagem cria espaço para a contemplação, revelando que preservar o carnaval não é congelá-lo, mas permitir que ele continue existindo como memória, corpo e futuro.
PIRANHA

Embalado pelo brega de Alípio Martins, o filme navega pelas águas do rio São Francisco, onde o perigo e a proteção coexistem. A música fala do risco do ataque de piranhas, medo antigo que habita o imaginário ribeirinho, enquanto a imagem revela a presença das carrancas, esculturas ancestrais que, segundo a cultura popular, afastam os males do rio e protegem quem vive às suas margens.
Entre essas forças opostas, surge a inocência de uma criança que brinca, mergulha e atravessa o rio sem conhecer seus perigos. O corpo pequeno corta a água com leveza, com a presença do peixe voraz que a canção anuncia. A IA costura tempos, crenças e gestos, transformando o medo em paisagem e a fé em abrigo.
No encontro entre o risco real e a proteção simbólica, o filme revela a carranca não apenas como objeto, mas como guardiã da tranquilidade coletiva. Um pacto silencioso entre o homem, o rio e a memória, onde a tradição segue protegendo o presente enquanto o São Francisco continua a correr.
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